Fabricante aguarda tão somente a autorização formal do Banco Central para agilizar a operação da sua financeira. O presidente da empresa, Emilio Umeoka, adianta que a entidade será utilizada para viabilizar as vendas corporativas. Financeira ficará sob o guarda-chuva da área de serviços.
A Compaq do Brasil aguarda tão somente a autorização formal do Banco Central para agilizar a operação da uma financeira própria. O presidente da empresa, Emilio Umeoka, adianta que a organização será utilizada para viabilizar as vendas corporativas. Financeira ficará sob o guarda-chuva da área de serviços. A expectativa é que a autorização saia antes do final desse ano.
"Acreditamos que uma financeira própria será vital para alavancarmos as vendas no modelo de computing on demand, ou seja, na estratégia de permitir ao cliente pagar pelo uso do hardware. Com recursos próprios, poderemos, por exemplo, adquirir os ativos de TI de uma empresa e receber mensalmente pelo serviço prestado", adianta o presidente da Compaq.
Hoje, a fabricante atua na área de financiamento através de uma empresa contratada, a Liscorp, empresa especializada em empréstimos bancários e responsável pelos contratos de leasing na área empresarial. Na área de financiamento para o usuário final, a empresa possui uma parceria com o Banco InterAmerica Express.
"O usuário final continuará sendo atendido através dessa parceria. Mas, para o corporativo, com o foco da Compaq cada vez mais centrado em serviços e no aluguel de infra-estrutura, achamos ser necessário criar a nossa unidade. Teremos uma facilidade essencial nas assinaturas de contrato, especialmente nos de computing on demand", detalhou Umeoka.
Para Umeoka, a estratégia de "pagar pelo uso" irá mudar, não apenas, o modelo de receita das fabricantes, mas também a gestão das corporações.
"No nosso caso, não haverá mais uma venda espetacular, mas sim, uma rentabilidade garantida mês a mês. Já para os clientes, o CFO(Chief Financial Officer) e o CEO(Chief Executive Officer) sentarão à mesa para acertar os detalhes. Os contratos serão sempre superiores a 18 meses e terão regras explícitas de evolução e qualidade de serviço", aponta Umeoka.
Embora já possua uma estratégia para o computing on demand no Brasil, a Compaq, até o momento, não fechou nenhum contrato nessa linha de negócios. Segundo Umeoka, já há negociações em andamento com quatro clientes. "A financeira será um elemento importante para acelerarmos os acordos", finaliza.