Automação
O lançamento de produtos resume a estratégia de Tecnologia da Informação do BBV Banco, dono de um patrimônio líquido de R$ 2,3 bilhões no Brasil. Otimista, a instituição financeira aposta na convergência de comunicação, segurança das informações e automação dos processos de gestão alinhados ao seu padrão mundial.
Em 18º lugar em ativos totais no ranking da Febraban em 2000, o nervosismo do mercado financeiro sobre o que possa vir depois das eleições não assusta o espanhol, que aposta no crescimento orgânico do Grupo no Brasil. Com 540 agências em todo o País, a estratégia da instituição é aumentar a qualidade dos serviços com o apoio dos recursos de TI.
Dentre os destaques de 2001, a implementação do Altamira plataforma mundial utilizada pelo Grupo foi um dos maiores investimentos, além da preparação para o novo SPB (Sistemas de Pagamento Brasileiro), para o qual ainda serão aplicados R$ 4,1 milhões este ano na adequação dos sistemas de gestão.
Como todo europeu, o banco espanhol quer torear a concorrência através da excelência dos serviços com a melhoria dos processos internos como a convergência da rede de comunicação; adoção de plataforma baixa, com o objetivo de implementar o novo modelo de Intranet corporativa; ampliação da oferta de serviços de Internet Banking, tanto para pessoa física como jurídica; além de crescer em novos produtos para o cliente de acordo com a demanda de negócios.
Juan González Lucas, vice-presidente de organização e sistema operacional do BBV Banco, diz que a tendência para 2002 é a ampliação dos canais alternativos de relacionamento com os clientes Internet Banking, Banco por Telefone, Banco Móvel e Auto-atendimento; uso de rede de nova geração (NGN) com integração de comunicação de dados, voz e imagem, tanto para rede fixa como móvel; e CRM como forma de ampliar, intensificar e aprimorar o relacionamento com o cliente
Isso significa que haverá uma integração do tráfego eletrônico de dados, voz e imagem, baseada em uma única rede de transporte, em todas as áreas que demandam esse recurso uma recomendação técnica interna de qualidade de serviço (QoS). O usuário será atendido conforme o nível de performance adequado a cada tipo de serviço oferecido, diz Lucas.
Outra iniciativa que envolve a área de TI da instituição financeira é a implementação de uma solução corporativa para tratamento das operações de leasing, o que representa um investimento de R$ 3 milhões.
Dentre a rede de comunicação, Intranet Corporativa, aumento do número de serviços no Internet Banking e produtos vendidos nas agências, a área de segurança é candidata a uma das melhores práticas em 2002. A idéia é adotar uma solução que permita a gestão centralizada de segurança lógica de sistemas, adianta González Lucas, que prevê R$ 1,7 milhões aplicados na tecnologia.
Embora não tenha revelado quanto o banco deve crescer em volume de serviços e produtos, o executivo afirma que a ação resultará num esforço maior em storage, apontado como um dos grandes projetos.