Controlar a entrada e saída das notas fiscais recebidas na portaria, o estoque e medir os insumos consumidos na fábrica. Esses foram os desafios de Luciana Cicolo Boanova, supervisora de informações industriais da Panamco, uma das maiores fabricantes da Coca-Cola no País.
Controlar a entrada e saída das notas fiscais recebidas na portaria, o estoque e medir os insumos consumidos na fábrica. Esses foram os desafios de Luciana Cicolo Boanova, supervisora de informações industriais da Panamco. A companhia é uma das maiores fabricantes de produtos Coca-Cola no País e tem como exemplo a planta industrial localizada em Jundiaí (SP), cuja produção atingiu 1,70 bilhão de litros de refrigerantes em 2001.
O ganho em escala dependia de um planejamento de produção rigoroso e por isso deveria haver controle no sistema, antes desenvolvido em Excel.
Passamos a padronizar as informações no Access, da Microsoft. O sistema, batizado internamente de ROBO, tem todas as características de um banco de dados, diz Luciana Boanova. O modelo anterior era fácil de operar, mas não estava integrado ao ERP (Enterprise Resource Planning), o R/3 (SAP).
Apesar de não divulgar o quanto a corporação perdia com o atraso e incompatibilidade nas informações, a Panamco contratou a Spec Software, consultoria especializada na implantação de soluções de integração de processos corporativos, para aproveitar o legado e gerar o atual SAP-EIS. Ao final de quatro meses, em março de 2001, a planta de Jundiaí estava totalmente integrada e no final do ano passado, as unidades de Cosmópolis e Mogi das Cruzes, ambas no interior de São Paulo, já operavam no mesmo modelo.
Mais que proporcionar o controle de produção com o backoffice da Panamco, responsável por 25% das vendas dos produtos Coca-Cola no País, além de comercializar e distribuir as cervejas Kaiser e Heineken em suas áreas de atuação Luciana Boanova afirma que precisou convencer os funcionários a lançarem as informações no sistema assim que o caminhão chega à portaria.
A executiva relata que os usuários reclamavam da lentidão do sistema porque o R/3 precisava de ajustes nos parâmetros e em sua linguagem de programação (ABAP) no módulo de recebimento das mercadorias. Atualmente, os dados são acessados em pouco mais de 15 segundos, comemora.
Além disso, houve a redução do tempo gasto para o fechamento contábil mensal das ordens de pagamento, que passou de 20 horas para apenas seis horas ao mês. Esse, segundo a supervisora de informações industriais da Panamco, foi o maior benefício, porque permitiu administrar melhor as informações das linhas de produção, já que o EIS (Exe cutive Information System) gera relatórios sobre o quanto há em estoque com uma visão consolidada (de toda a companhia) ou por fábrica, detalhando o consumo e o que ainda há em estoque.
Essa visibilidade foi possível porque os relatórios são apresentados em formato de cubo, ou seja, cruzando as mais diversas referências para que as informações sejam analisadas com maior precisão.
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|Computerworld – Edição 365 – 05/06/2002|