Centro Tecnológico de Educação Continuada de Campinas também conta com R$ 1,1 milhão em investimentos da divisão de cabos da Pirelli, utilizando recursos de Pesquisa e Desenvolvimento resultantes da lei de Informática.
Em fevereiro de 2002, o Cetec (Centro Tecnológico de Educação Continuada de Campinas), localizado em Campinas, no interior de São Paulo, inicia seus primeiros cursos de capacitação tecnológica para funcionários da divisão de cabos da Pirelli, em Campinas, no interior de São Paulo.
Contando com uma verba de R$ 3 milhões, liberada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) há sete meses, o Ipec (Instituto Paulista de Ensino e Cultura), com o apoio do Ministério da Educação, através do Programa de Reforma da Educação Profissional, deu início à criação do Cetec.
O novo centro promete abrigar modernos laboratórios de informática, eletrônica, telecomunicações e automação, em um edifício de 4 mil metros quadrados.
De acordo com o professor Giovani Ehrhardt, coordenador de integração Empresa-Escola do Ipep (Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa) responsável pela parte de graduação e pós-graduação do Cetec , a Pirelli é o primeiro parceiro privado do Cetec, para a criação do centro de fibras ópticas, subdivisão da área de telecomunicações do novo centro.
Segundo Ehrhardt, a empresa investiu cerca de R$ 300 mil no centro de fibras ópticas e mais R$ 800 mil indiretamente em bolsas de estudo para graduação, cursos técnicos e em dois estudos já encomendados na área de cabos, bem como em um seminário nacional que promove debates na área. Parte dos recursos da Pirelli provém da Lei de Informática, ressalta o Ehrhardt.
Ainda tem muita fibra a ser colocada e muita tecnologia a ser desenvolvida, avalia o coordenador do Ipep (www.ipep.com.br) ressaltando a necessidade de formação de cabeadores, da gestão de projetos de instalação de fibras ópticas, bem como do aprimoramento no modelo de negócios de acesso, no País.
Voltado tanto para estudantes do segundo grau que buscarão sua primeira formação profissional, como para a reciclagem de profissionais que já atuam no setor, o Cetec comportará cinco mil alunos em cursos de tecnologia programados a partir do próximo ano. A Força Sindical também será um dos primeiros usuários dos novos cursos.
O desdobramento das demais áreas vai ocorrer de acordo com a necessidade da iniciativa privada, informa Ehrhardt que prefere não revelar os nomes dos interessados, mas prevê a formação de outras parceiras até dezembro.