Em sua conferência mundial de usuários, que acontece esta semana em São Francisco (Califórnia) reunindo 15 mil pessoas, a PeopleSoft tem que enfrentar mais uma vez a possibilidade de aquisição hostil de sua rival.
“Vocês já tiveram um pesadelo que simplesmente nunca termina?” Com essa indagação, que levantou risadas na platéia de 15 mil pessoas que lotavam o Moscone Center, em São Francisco (Califórnia), o presidente e CEO da PeopleSoft, Craig Conway, tocou no inevitável assunto da possibilidade de aquisição hostil por parte da Oracle. Na semana passada, o tema voltou a tona com força devido a uma decisão favorável à aquisição por parte da Justiça dos Estados Unidos.
Para os clientes que vieram ao evento Connect, a maior conferência mundial de usuários PeopleSoft, saber o futuro da tecnologia no qual depositaram milhões de dólares é imperativo. Conway procurou tranquilizar a todos, assegurando que a aquisição não acontecerá. “A decisão judicial da semana passada não significa que a PeopleSoft será comprada”, garantiu.
O presidente e CEO da fornecedora de sistemas de gestão empresarial preferiu se focar no que classificou como os grandes passos que a software house deu nos últimos 12 meses, desde a aquisição da JD Edwards. Conway citou os resultados da Total Ownership Experience, uma estratégia que reduziu em 25% o tempo de instalação dos aplicativos PeopleSoft e em 30% o tempo de configuração. O executivo também citou a integração das tecnologias PeopleSoft com JD Edwards e as diversas melhorias feitas nos dois sistemas. “A PeopleSoft fez mais melhorias no EnterpriseOne nos últimos 12 meses do que a JD Edwards nos cinco anos anteriores”, garantiu.
Conway também falou dos desafios futuros. Entre eles o destaque foi a necessidade de as empresas abrirem seus ERPs e aplicativos de gestão não apenas para um número maior de funcionários, mas também para clientes e parceiros. Para o executivo, a arquitetura flexível e passível de expansão da PeopleSoft é perfeita para este tipo de necessidade. “É preciso conversar com componentes de outros fornecedores ou de desenvolvimento interno”, disse. “A arquitetura PeopleSoft é mais flexível e atende a essa necessidade.”
Ricardo Cesar viajou a San Francisco, Califórnia (EUA), a convite da Peoplesoft.