Companhias norte-americanas com operações na América Latina reúnem-se em uma conferência, esta semana, para descobrir novos meios de superar as diferenças de infra-estrutura, na região.
Países latino-americanos podem oferecer a empresas norte-americanas uma oportunidade de expandir sua lista de fornecedores e cortar custos. Mas a carência de redes de comunicação confiáveis, além das diferenças de moedas, transportes, infra-estrutura e leis formam uma barreira para as empresas que buscam vantagens com a cadeia de abastecimento.
Esperando encontrar soluções para estes e outros problemas, representantes de diversas companhias norte-americanas com interesse nas cadeias de abastecimento da América Latina participam de uma conferência realizada esta semana pelo Supply-Chain Council Inc., no México.
Ted Raiman, diretor de logística e supply-chain na Hunt Corp. , afirma ter esperanças de encontrar fornecedores sul-americanos além de conhecer as novas técnicas de gerenciamento da cadeia de suprimentos para sua companhia.
Enquanto computadores são comuns no México, no Brasil e em outros países da América Latina, a comunicação de alta tecnologia não é vista de forma tão confiável como nos Estados Unidos, pela avaliação de Robert Sabath, consultor da Deloitte Consulting, em Chicago.
"Em áreas rurais, fala-se de tecnologias que têm, pelo menos, 30 anos", afirma Sabath. O consultor prevê, no entanto, que o crescimento das comunicações celulares deva minimizar as diferenças, nos próximos anos.
No México, por exemplo, as disparidades tecnológicas levam uma companhia de transportes como a Ryder System Inc., a investir em uma infra-estrutura mista envolvendo EDI (Electronic Data Interchange), Internet, rádio, telefone celular e fax para conectar-se com seus fornecedores na operação mexicana.