Eric Schmidt, chairman da Alphabet, que tem em seu guarda-chuva o Google, acredita que a inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) permitirá que cientistas resolvam alguns dos problemas mais difíceis do mundo, como o crescimento da população, as alterações climáticas, o desenvolvimento humano e a educação.
O rápido desenvolvimento no campo da AI significa que a tecnologia pode ajudar os cientistas a compreender as ligações entre causa e efeito a partir de vastas quantidades de informação, afirma Schmidt.
O modelo também pode ajudar empresas na concepção de sistemas personalizados. No futuro, Schmidt gostaria de ver por aí um “Eric e um Não-Eric”, disse ele em conferência em Nova York, nos Estados Unidos. Ele explicou que “Eric” é o em carne e osso e “não-Eric” é o digital.
O Google tem sido um dos patrocinadores corporativos mais significativos da AI. A companhia usa a tecnologia para novos negócios, como carros autônomos, e para melhorar negócios existentes, como o sistema operacional Android ou o motor de busca do Google. Mas a concorrência está esquentando com Facebook, Microsoft, IBM e Baidu avançando nesse segmento.
Mike Schroepfer, diretor de tecnologia do Facebook, concorda com Schmidt e afirma que o poder da tecnologia de inteligência artificial pode resolver problemas em escala global.
Na visão de Schmidt, AI está se tornando tão importante que empresas deveriam trabalhar juntas para criar padrões e usar ferramentas comuns para publicar suas pesquisas na comunidade acadêmica.
O executivo acrescenta que AI está ainda em estágio inicial e que há ainda um pequeno conjunto de pessoas que entende coletivamente que ao colocar todas as coisas juntas é possível construir plataformas que podem mudar o mundo.