Tudo conectado à internet é a proposta da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). Embora possa parecer um conceito simples, o pesquisador britânico do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Kevin Ashton, criador do termo IoT afirma que o tema ainda é mal compreendido.
Em entrevista à revista da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Ashton lembra ter começado a usar Internet das Coisas em 1999. A expressão pode nem ser tão brilhante, segundo ele, mas deu um bom título à apresentação que ele fez para executivos da Procter & Gamble sobre a ideia de se etiquetar eletronicamente os produtos da empresa e logo se popularizou. “Na verdade, a combinação de palavras foi como o resultado de um insight importante, de algo que ainda é mal compreendido”, acredita.
De acordo com ele, IoT se baseia na ideia de que presencias o momento em que duas redes distintas – a de comunicações humana (exemplificada na internet) e o mundo real das coisas – precisam se encontrar. “Um ponto de encontro onde não mais apenas ‘usaremos um computador’, mas onde o ‘computador se use’ independentemente, de modo a tornar a vida mais eficiente”, explica.
No entanto, ainda falta chão para que computadores e outros objetos se tornem independentes. “Computadores – e, por conseguinte, a internet – são quase que completamente dependentes dos seres humanos para obter informação”, observa.
Conquistar essa independência, segundo ele, exige prover computadores e objetos de capacidades para que eles próprios conectem informações, para que então passem a “ver”, “ouvir” e “cheirar” o mundo, algo que já acontece, hoje, em pedágios, por exemplo.