Jovens de até 24 anos são alvos perfeitos para cibercriminosos. O motivo é que eles também são mais propensos a perderem celulares e, consequentemente, o acesso a contas de diversas plataformas.
De acordo com a pesquisa da Kaspersky Lab e da B2B International, jovens com até 24 anos perdem seus dispositivos com mais frequência que os mais velhos. Na média, um em cada sete usuários (14%) teve seu dispositivo perdido ou roubado nos últimos 12 meses. Entre os jovens de 16 e 24 anos, este índice sobe para 26%. Na mesma faixa etária, 83% afirmaram ter sofrido consequências negativas pela perda do celular, resultado um pouco superior à média geral (77%).
Entre as consequências, um terço (32%) tiveram suas contas on-line invadidas (a média foi de 27%), 25% perderam definitivamente suas imagens e vídeos pessoais e 24% tiveram suas
informações pessoais e sigilosas vazadas.
No total, um quinto dos usuários sofreram punições no trabalho, pois o dispositivo perdido ou roubado continha dados corporativos (22%). Além disso, 21% notaram que as informações financeiras armazenadas no dispositivo foram usadas inapropriadamente.
Quanto às medidas de proteção após a perda ou roubo do dispositivo, 40% das pessoas solicitação o bloqueio do celular à operadora ou comunicaram o incidente à polícia. A pesquisa apontou também que apenas 29% limparam o dispositivo remotamente ou tentaram encontrá-lo usando um software de localização (15%).
Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil, obseva que os dispositivos móveis se tornaram como amigos que temos por toda parte e nos quais armazenamos todo tipo de informação. Quando perdidos ou roubados, eles se tornam “falsos amigos” digitais. “Uma situação como essa é muito mais que um inconveniente, pois pode violar nossa identidade e privacidade. Por isso, é fundamental, no mínimo, usar a proteção por senha, criptografar todos os dados sigilosos e manter os aplicativos de segurança móvel atualizados”, comenta.
O especialista também recomenda o uso de recursos antirroubo incluídos em uma solução de segurança mais abrangente para bloquear acesso de terceiros, ajudar a localizar o aparelho e apagar dados pessoais, se necessário. “Essas boas práticas melhoram em muito a proteção dos usuários, mesmo após um perda ou roubo”, acrescenta Assolini.