Com o surgimento de novas ferramentas como as da terceira plataforma para ajudar empresas na transformação digital, o cenário como um todo acelerou. A evolução foi tamanha que não somente companhias têm de correr atrás para se atualizar com o intuito de se manter à frente de concorrentes, como também fornecedores de serviços tiveram que acompanhar o passo.
Nesse novo contexto, a velocidade é exatamente o maior desafio apontado pelo presidente da Level 3, Marcos Malfatti, em sua gestão, para atender às necessidades dos clientes, disse ele durante almoço com jornalistas, realizado nesta quinta-feira (7/4), em São Paulo.
O executivo atua na empresa há 18 anos, “desde quando eram apenas oito funcionários”, como ele mesmo conta. Mas foi há um ano que ele assumiu o posto de presidente da provedora de serviços de comunicação.
Malfatti indica que por enquanto não há planos concretos para construção de um data center em solo nacional, por exemplo, mas a empresa continua investindo fortemente nas regiões Norte e Nordeste, com o intuito de ampliar sua atuação fora do eixo Rio-São Paulo. Há três anos a empresa tem realizado investimentos nos locais e, entre suas apostas estão os pequenos e médios provedores (ISPs) e as redes de distribuição de conteúdo (CDN).
De acordo com Malfatti, essa é uma oportunidade que o mercado ofereceu já que muitas empresas atualmente “buscam sistemas de cache e CDN para replicação de dados e conteúdo”, observa. “Companhias notaram que usar infraestrutura de CDN, de cache, e descentralizar servidores economiza banda, mas também gera economia em termos de velocidade.”
O executivo complementa que a carência de infraestrutura na região Norte e Nordeste, por mais que tenha diminuído, ainda é grande em comparação com Rio ou São Paulo.
Infraestrutura
A Level 3 possui no total 29 mil quilômetros de cabo, sendo 1 mil deles construídos somente no ano passado. Cerca de 85% desses equipamentos foram erguidos pela própria empresa, comenta Malfatti, e o restante é resultado de contratos de cooperação, no qual as infraestruturas provenientes das parceiras também passam a contar como ativo da empresa – como no recente contrato assinado com a
distribuidora de energia mineira Cemig.
No mercado de cabos submarinos, Malfatti acredita que, nos próximos dois ou três anos, a empresa terá mais concorrentes. A demanda é grande, mas o fato de ter mais players não deverá baratear o preço, porque a construção de cabos submarinos envolve outros fatores além do custo com equipamento. “Equipamento representa um terço do custo final”, comenta. A companhia também tem planos de ampliar a capacidade com a construção de uma nova rota de fibra óptica até Brasília.
A Level 3 também investe em data centers, sendo sua atuação mais notável no Brasil e na Colômbia, ambos os países com um total de três centro de dados cada. A organização ostenta 17 data centers em 14 cidades no mundo –
o mais recente inaugurado em Cali, na Colômbia.