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Florianópolis
Santa Catarina

De ilha turística à “Ilha do Silício”: o que explica o boom tech de Florianópolis

Publicado:
12/05/2025 às 15:48
Pamela Sousa
Pamela Sousa
Leitura
5 minutos
Diego Ramos, presidente da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia). Florianópolis. Imagem: divulgação

Nos anos 1970, Caspar Erich Stemmer, um engenheiro gaúcho voltou da Alemanha com a cabeça fervilhando. O que o impressionara por lá não foram apenas as fábricas ou laboratórios, mas a simbiose entre universidade e indústria, um conceito então quase exótico no Brasil. Em vez de insistir com suas ideias em Porto Alegre, ele rumou para uma nova universidade em Florianópolis. Era a UFSC, recém-fundada. Ali, fincou raízes de um ecossistema que, cinco décadas depois, faria da capital catarinense o principal centro de tecnologia do país em proporção ao seu PIB.

“Foi uma aposta no escuro que acertou em cheio”, resume Diego Ramos, presidente da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), entidade criada em 1986 para representar o setor. “A cidade não podia receber indústria pesada, então investiu na indústria limpa: a do conhecimento.”

Hoje, segundo dados da Rede de Inovação de Florianópolis, 25% de toda a riqueza gerada no município vem da tecnologia — uma fatia superior à de qualquer outra capital brasileira. O faturamento do setor somou R$ 12 bilhões em 2023, com crescimento de 23,4% desde 2018. São mais de 6 mil empresas, 38 mil empregos diretos e histórias de sucesso que vão de startups recém-nascidas a aquisições bilionárias.

Leia também: 6 desafios em alta na agenda dos CIOs, segundo a Softtek

A base disso tudo, conta Ramos, está numa cultura que mistura excelência técnica com incentivo ao empreendedorismo. “Os nossos professores eram mestres e doutores formados na Alemanha, França. Trazia-se isso para dentro da universidade, e a conexão com as empresas era quase natural.” Foi nesse ambiente que surgiu, por exemplo, a Fundação CERTI, uma divisão aplicada da UFSC criado em 1984, e que viria a apoiar a formação de dezenas de negócios locais.

A incubadora MIDITEC, mantida pela ACATE em parceria com o Sebrae desde os anos 1990, formou nomes como RD Station, vendida por R$ 2 bilhões em 2021. E hoje não é mais só Florianópolis que colhe esses frutos. Com oito polos espalhados pelo estado, a ACATE busca replicar a fórmula em cidades como Joinville, Blumenau, Criciúma e Chapecó.

“Florianópolis virou uma referência, mas Santa Catarina é o projeto”, diz Ramos. “A gente entendeu que, se quiser competir com os grandes centros, precisa ser integrado. Hoje, o Governo do Estado nos vê como representantes legítimos do setor.”

Poder colaborativo

A força da colaboração talvez seja o maior trunfo do ecossistema. Diferente de São Paulo, onde grandes hubs como Cubo (Itaú) e Inovabra (Bradesco) operam de forma independente, as lideranças catarinenses compartilham mesa. “Aqui a maré sobe para todos”, diz Ramos. “A lógica é: se a empresa vizinha cresce, eu cresço junto.”

O resultado dessa cultura começa a aparecer também em números de mercado. Um levantamento divulgado em março de 2025 pela ACATE e pelo Sebrae estima que o setor de tecnologia de Santa Catarina criará quase 100 mil vagas até 2027. A maioria será para desenvolvedores — principalmente em Javascript, Python, React, Node.js e Flutter —, com destaque crescente para profissionais especializados em inteligência artificial.

Há também um dado que chama atenção: 57,5% das vagas previstas são para trabalho remoto ou híbrido. Isso consolida uma tendência que vem ganhando força e favorece a atração de talentos de outros estados. “O jovem talentoso hoje escolhe o ecossistema onde quer trabalhar. E Florianópolis aparece cada vez mais nesse mapa”, afirma Ramos.

O desafio do capital

Essa projeção, no entanto, contrasta com uma limitação histórica: o capital de risco ainda está concentrado em São Paulo. “Mesmo com um número proporcional de startups, o volume de investimento recebido em Florianópolis é muito inferior”, diz o presidente da ACATE. “Mas a gente tenta compensar isso sendo o melhor lugar para se viver e empreender.”

A cidade tenta manter essa vantagem competitiva também por meio de políticas públicas. Desde 2001, adota a alíquota mínima de ISS para empresas de tecnologia (2%). O modelo deu resultado: o setor passou a ser o maior arrecadador de impostos da cidade, e a arrecadação dobrou nos últimos três anos.

A ilha do Silício

Florianópolis também carrega um apelido ambicioso: Ilha do Silício. E, embora a comparação com o Vale do Silício ainda soe hiperbólica, os números indicam que a ilha de fato se tornou um ponto fora da curva. Segundo o Observatório de Inovação, empresas da cidade como Softplan, Dígitro e Neoway mantêm sedes locais mesmo após serem adquiridas por grupos nacionais ou estrangeiros.

A maioria das empresas ainda fatura pouco, quase 90% ganham menos de R$ 360 mil por ano, o que é típico de um ecossistema ainda em desenvolvimento. Mas há exceções notáveis, como a Indicium, que recebeu um aporte de R$ 200 milhões de um fundo norte-americano em 2024. “É a prova de que dá para crescer aqui, sem precisar sair daqui”, resume Ramos.

No fim das contas, a história que começou com um engenheiro inquieto nos anos 1970 virou um plano de desenvolvimento econômico e social. Ao apostar na universidade, na inovação e na cultura empreendedora, Florianópolis criou um modelo que agora exporta para o resto do estado — e que o restante do Brasil começa a observar com mais atenção.

“Hoje, quando um prefeito de outra capital vem aqui e diz que quer copiar o modelo, eu digo: não é só copiar. É entender a cultura. Isso não se constrói da noite para o dia.”

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Pamela Sousa
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Pamela Sousa é repórter no IT Forum, graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Com mais de três anos de experiência na produção de conteúdo, especializa-se na cobertura de tecnologia, inteligência artificial e inovação, desenvolvendo reportagens aprofundadas e artigos analíticos sobre o impacto dessas tecnologias nos negócios e na sociedade.

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