Com o intuito de proteger melhor seus ativos, as empresas devem investir em planejamento de longo prazo para
cenários de desastre a fim de
responder mais rapidamente a incidentes. Essa é a opinião de painelistas, especialistas em segurança, que participaram de uma apresentação na RSA Conference, em San Francisco.
Ter um melhor planejamento é o primeiro passo para construir um futuro no qual as empresas terão
cada vez mais acesso a dados, que serão mais pessoais – incluindo
algoritmos preditivos de comportamento humano.
De acordo com Betsy Cooper, diretora-executiva do Center for Long-Term Cybersecurity, planejamento de cenários não são para situações específicas, mas sim para ajudar na tomada de decisão mais rápida quando necessário.
A executiva usa como exemplo a erupção de um vulcão que aconteceu em 2010, na Islândia. Na época, as cinzas fizeram com que dez mil voos fosse cancelados – apenas uma companhia de logística pode continuar operando, por ela ter feito um planejamento de cenário de desastre – embora não tenha sido uma estratégia específica para erupções vulcânicas.
O Center for Long-Term Cybersecurity foi fundado com o aporte de US$ 15 milhões concedidos pela William e Flora Hewlett Foundation, em novembro de 2014. O centro irá, em breve, disponibilizar um relatório com cinco diferentes cenários de segurança para que empresas possam mudar a forma de pensar com relação ao tema, de acordo com Steve Weber, diretor do centro.
Por exemplo: algoritmos que podem prever o comportamento humano ficaram tão bons que
cientistas de dados podem prever e manipular o que as pessoas irão fazer em determinado momento.