Em 2015, foram realizados 2,6 milhões de novas ações trabalhistas decorrentes de demissões, frente aos 4 milhões realizados em 2014. Esse processo geralmente leva tempo entre as negociações e, quanto mais demorado, mais oneroso fica tanto para empresas quanto para o Judiciário – o custo médio de carregamento em 2014 ultrapassou os R$ 9 bilhões.
Por conta disso, acordos antecipados são estimulados, inclusive via meios eletrônicos. Para facilitar acordos em processos trabalhistas foi anunciado o aplicativo Concilia Brasil, sem a necessidade de contato pessoal ou de terceiros.
“Dessa forma, é possível atingir, de forma mais eficaz, a solução do litígio pelo acordo, com significativa redução de tempo e custo”, explica Ivan Oréfice, diretor da empresa responsável pelo app.
A solução está disponível 24 horas por dia, de forma ininterrupta, com segurança, privacidade e sigilo de acesso personalizado e criptografado. Os advogados das empresas e dos trabalhadores reclamantes fazem toda a negociação on-line até a chegada de um acordo. Apresentações prévias junto a empresas e advogados apontam que o Concilia Brasil tem o potencial de reduzir o tempo de tramitação dos processos para até um mês no máximo.
Para advogados, o
Concilia Brasil oferece agilidade e permite maior produtividade, com a possibilidade de atingir metas estabelecidas. Para empresas, que recebem ações trabalhistas, garante maior controle, com relatórios de desempenho para cada processo, e previsibilidade nos desembolsos.
Já para os trabalhadores, a plataforma permite o recebimento das verbas indenizatórias em menor tempo, proporcionando contato imediato e permanente com a parte contrária por meio de seu advogado.
Segundo Ivan Oréfice, a Justiça do Trabalho também se beneficia da proposta do Concilia Brasil: “o último levantamento do Conselho Nacional da Justiça mostra que cada magistrado na área trabalhista tinha no final de 2014 mais de 2,4 mil processos para julgar. Essa carga, que já é sobre-humana, só tende a crescer cada vez mais”, diz, completando que o acordo é, muitas vezes, a única maneira de se encerrar um processo. “Especialmente em primeira instância, pois é nessa fase que a Justiça é ‘inchada’ e que muitos custos podem ser evitados”, destaca.