O programa Amazônia Conectada teve seu primeiro trecho de implementação concluído, levando 242,5 quilômetros de fibra óptica para conectar a região à internet. O projeto foi iniciado há um ano, em uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) e o Ministério da Defesa.
A fibra interliga os municípios de Coari a Tefé via leito do rio Solimões. A expectativa é que a infraestrutura de telecomunicações beneficie 144 mil pessoas nos dois municípios. Atualmente, a internet que chega às duas cidades via satélite e tem custo elevado. E a rede de fibra óptica atende apenas Manaus.
De acordo com o diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, organização social vinculada ao MCTIC, o trecho vai atender institutos como Mamirauá, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal do Amazonas, por exemplo. “Os custos das conexões de satélites, que hoje sai por algo entre R$ 3 mil e R$ 5 mil o preço do megabyte, passarão, com o cabo óptico, a aproximadamente R$ 50 por mês. Teremos aumento da velocidade e mais qualidade na comunicação por preços menores. É uma ideia estruturante para aquela região”, completa.
O cabo subfluvial de 390 toneladas ligando os municípios faz parte da infovia do rio Solimões, uma das cinco que serão construídas pelo governo federal por meio dos leitos dos rios que cortam a Amazônia. Somente no Solimões, 15 municípios serão atendidos. A meta do programa, no entanto, é mais ampla e prevê redes subfluviais ópticas estendidas por aproximadamente 7,8 mil quilômetros dos principais rios, beneficiando 3,8 milhões de habitantes em 52 municípios.
O RNP e o Exército se preparam para a próxima etapa do programa, que prevê instalação do cabo óptico subfluvial entre Manaus e Coari, interligando um trecho de 400 quilômetros.