Cecil Perez chegou há pouco tempo na Riverbed, após construir sua carreira no mercado de segurança da informação, passando pela Symantec e a CheckPoint Software. À frente da vice-presidência de vendas para América Latina, ele lidera a contratação de um novo country manager da companhia para o Brasil – subsidiária que também aumentará a equipe de engenheiros de sistemas em Brasília.
A liderança será apresentada nas próximas semanas, e vem do próprio mercado de TI local, revela Perez. “A América Latina é uma área estratégica para a Riverbed e estamos investindo. Tanto na contratação de executivos, como em marketing, treinamento de canais e projetos de prova de conceito em potenciais clientes”, diz, sem abrir números.
De fato, a chegada do executivo coincide com a nova abordagem da Riverbed para as vendas. Antes somente apoiada na plataforma de otimização de aplicações à distância para diminuição da latência e aumento de produtividade, agora o discurso é outro – provedora de soluções para melhor experiência do usuário, ao criar uma camada de otimização entre a infraestrutura legada e as aplicações já existentes. A companhia visa atingir projetos de data centers em empresas com ambiente de virtualização ou distribuído.
O discurso é centrado na produtividade, apoiado por números de mercado. Citando recente pesquisa do Gartner, o executivo argumenta que, na média, 70% do tempo das equipes é impactado com problemas nas aplicações. Ainda, 75% das organizações de TI sofrem com aplicações degradadas, de acordo com o IDC.
A conclusão da estratégia só foi possível após a finalização da compra da Opnet, ao fim do ano passado, incluindo o gerenciamento de aplicações em seu portfólio. Quando questionado como a estratégia de otimização de aplicações esbarra em constantes problemas infraestruturais no Brasil, a resposta fica por conta de Mauro Capellão, gerente de canais da Riverbed. “O desafio para endereçar esses pontos nas empresas está em melhorar a comunicação entre o responsável pela aplicação e o responsável pela infraestrutura. O CIO está planejando melhor, e isso permite a ele tomar decisões corretas de onde hospedar cada elemento, mas é necessário trabalhar os vários interlocutores de um projeto”, resume.