Primeiro dia mostrou certa homogeneidade na maneira como é vista a disrupção
Nos dias 17 e 18 de maio, o Rio de Janeiro recebe a segunda edição do .Futuro Rio, evento que reúne profissionais e executivos de sucesso cariocas e de outros cantos do mundo para discutir transformação digital. Neste ano, o evento apresentou apresentou o tema “Innovate to shape your future” (Inovar para moldar o seu futuro, em tradução livre) e propôs quatro temas chaves em dois dias: sociedade, estrutura, criatividade e tecnologia.

Promovendo a reunião de executivos, empreendedores, profissionais e acadêmicos, o objetivo é ensaiar uma bússola sobre os impactos da transformação digital nos negócios e na sociedade. Xavier Leclerc, curador e diretor comercial do .Futuro Rio, explicou que o tema de 2018 teve como ponto de partida a frase “O futuro não é previsível, mas futuros podem pode ser inventados”, do húngaro-britânico Denis Gabor, Prêmio Nobel no ano de 1971.
“Dois dias parece muito tempo mas às vezes precisamos parar para pensar o nosso papel nessa transformação digital e discutir impactos das novas tecnologias”, disse Leclerc, durante a abertura.
O tom do primeiro dia mostrou certa homogeneidade na maneira como é vista a inovação desde grandes empresas inovadoras até startups.
“A tecnologia é uma ferramenta, o que importa é isso que está aqui na sala, as pessoas, e o que vamos fazer com isso [a tecnologia]”, afirmou.
O responsável pela curadoria do evento realizado pela Moxi Digital, que reúne mais de 55 palestrantes, sinalizou ainda o fato de muitas das inovações ainda não causam impacto.”A inovação ainda é muito incremental, bem pouco disruptiva, na maioria dos casos”, disse.
Àqueles que não inovam, porém, está reservada a catástrofe. Camila Ghattas, cofundadora e futuróloga da diip, lembrou a primeira lista da Fortune, lançada em 1955 (argumento de muitos dos entusiastas da inovação nas grandes companhias). De lá para cá, em 60 anos, apenas 12% das empresas que apareceram na primeira edição se mantiveram até 2017. Mais de 400 encerraram suas atividades ou perderam a sua valorização.

“Não entender a inovação é catastrófico”, apontou. “A inovação não é mais uma questão de liderança, mas de sobrevivência”, completou.
Quem definiu o que é a inovação, foi Felipe Novaes, diretor na The Backery. O executivo desfez uma confusão comum, com a palavra invenção. “Invenção é uma ideia, inovação é mais do que isso. Para que uma invenção se torne uma inovação, ela precisa gerar valor e dar retorno ao investimento”, disse.