Cibersegurança é tema que exige um conjunto de habilidades específicas e muito trabalho manual para ser implementado. Empresas, portanto, necessitam de analistas de segurança bem treinados para reconhecer ameaças e barrá-las.
Para adquirir conhecimento, esses mesmos analistas precisam pesquisar informações de algum lugar e esses dados podem ser encontrados internamente em logs de dispositivos, metadados de redes, em resultados de buscas. Além disso, analistas também podem conseguir informações em fontes externar, como blogs de segurança, sites de mídia social, relatórios de ameaças e outros recursos.
Isso requer um bocado de tempo. Não há, portanto, profissionais de segurança suficientemente bons e treinados para preencher as posições disponíveis no mercado.
“Analistas de segurança são recursos caros. E, em muitas organizações, eles estão sobrecarregados com muito trabalho”, afirma Joseph Blankenship, analista de cibersegurança da Forrester. Na opinião do especialista, isso pode ter uma solução – e ela pode ser proveniente da evolução da própria tecnologia.
“Avanços em
inteligência artificial e
robótica estão agora fazendo o possível para seres humanos e máquinas trabalharem lado a lado”, observa Blankenship. “Isso está acontecendo no chão de fábrica no mundo todo e, agora, está chegando em uma nova unidade de produção, o centro de operações de segurança (SOC).”
A IBM, por exemplo, anunciou uma nova iniciativa para utilizar sua tecnologia de computação cognitiva, o Watson, em prol da cibersegurança. O Watson for Cyber ??Security promete dar aos analistas novo recurso para detectar, investigar e responder às ameaças.
Uma vez que a máquina aprende idioma e nuances da cibersegurança, pode se tornar um analista inteligente que fornece aos times uma vantagem contra ataques, explica Blankenship.
“Acredito que esse é um ponto de virada para cibersegurança. Os analistas de segurança humanos são o gargalo das operações e, mesmo com as implementações tecnológicas detecção de ameaças, os profissionais ainda estão sobrecarregados”, comenta o especialista. “Segurança cognitiva [termo da IBM para uso da computação cognitiva em segurança] e tecnologias de automação emergentes ajudarão a aliviar o gargalo. Com tempo, uma vez que se comprovem bem-sucedidos, podemos até começar a confiar em máquinas para tomar decisões de segurança por conta própria”, encerra.