A gigante de software alemã
SAP, que no mês passado
elevou sua previsão de crescimento para 2017, enfrenta o desafio de manter seus clientes cada vez mais abertos à ideia de computação em nuvem, conservando a rentabilidade de seus negócios.
Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, o CEO da empresa, Bill McDermott, afirmou que a SAP está estabelecendo um equilíbrio, atualizando seu core business, enquanto investe na nuvem.
A fabricante anunciou o baco de dados in-memory Hana em 2010, e no ano passado lançou o
S/4 Hana, pacote de software que está integrado ao banco de dados subjacente. O Hana possibilita ganhos de rapidez e simplicidade, porque os dados passam por colunas sem ter de passar por camadas adicionais de linhas, de acordo com a SAP.
E o investimento na nuvem tem gerado resultados para a empresa. A assinatura de cloud e as receitas de manutenção cresceram para 2,3 bilhões de euros em 2015 – em 2014 somavam 1,1 bilhão de euros.
A empresa projeta que o salto será tão expressivo que resultará em receita de 3,05 bilhões de euros neste ano. As margens brutas com nuvem privada foram negativas em 2015, mas espera-se que o número dobre neste ano, de acordo com a SAP. As margens brutas de software como serviço, com base na nuvem pública, estão na faixa de 70%, segundo a empresa.
No mês passado, a fabricante, disse que espera que o lucro operacional de 2017 esteja na faixa de 6,7 bilhões de euros e 7 bilhões de euros, acima da previsão anterior de 6,3 bilhões de euros a 7 bilhões de euros.