O Twitter terá que enfrentar uma ação coletiva, que afirma que sua URL de encurtamento automático usado nas mensagens diretas seria usado para espionar a comunicação dos seus usuários. A reclamação foi enviada à Corte Federal em San Francisco por Wilford Rane.
A ação observa que, apesar do Twitter afirmar que os seus usuários podem conversar “de modo privado”, a rede social “secretamente espiona as comunicações dos seus usuários. Assim que [os usuários] enviam as mensagens diretas, o Twitter as intercepta, as lê e, de vez em quando, até altera as mensagens”, diz o documento.
Quando diz que a rede social altera mensagens, a ação se refere aos algoritmos do Twitter que substituiriam os links originais enviados por meio do seu serviço de mensagem direta por links próprios (o t.co), fazendo com que os usuários tenham que passar pelos servidores do Google Analytics do Twitter antes de chegar ao destino desejado inicialmente.
A ação alega que, desse modo, a companhia acaba se beneficiando com essa substituição, porque isso permite que o Twitter mantenha o controle dos links, podendo “negociar melhores taxas de publicidade”, diz o documento.
Vale ressaltar que, em sua política de privacidade, a plataforma afirma que controla o modo como os usuários interagem com links, com o intuito de “ajudar a melhorar os nossos serviços, para fornecer publicidade mais relevante, e para ser capaz de compartilhar as estatísticas de cliques agregados tais como quantas vezes um determinado link foi clicado”, afirma a empresa.