“A Veritas quer ser amiga de todas”. Mike Palmer, Chief Product Officer da Veritas, utiliza esta frase para se referir à estratégia de aproximação da empresa com os maiores provedores de infraestrutura em nuvem do mundo. Com suas soluções de gestão da informação, a Veritas quer ser referência em um mercado que, segundo a IDC, movimentará US$ 122,5 bilhões em 2017, aumento de 24,4% em relação a 2016. Em 2020, a previsão é que os investimentos com com serviços e infraestrutura em nuvem pública cheguem a US$ 203,4 bilhões em todo o mundo.
A Veritas acaba de fechar parceria com o Google, para fornecer conjuntos de capacidades de gerenciamento de dados 360 com foco em redução de custos de armazenamento de dados, além de aumento da conformidade, acelerando a jornada do cliente para a plataforma Google Cloud.
A parceria inclui integrações de produtos-chave que avançam as capacidades de gerenciamento de dados para clientes – entre eles, a utilização do Veritas NetBackup para redução de custos de armazenamento e melhora da proteção de dados na plataforma Google.
Recentemente outros três gigantes da tecnologia também fecharam parceria para agregar valor aos seus ambientes de nuvem com software Veritas: Amazon Web Services (AWS), Microsoft e IBM. A empresa garante que outras novidades semelhantes serão anunciadas neste ano.
“Essas parcerias estão muito alinhadas com o desejo dos clientes de terem uma opção mais segura e flexível para a nuvem, tema que vem sendo muito abraçado pela empresa”, destaca Lúcia Bulhões, VP de vendas para América Latina e líder das operações no Brasil, em conversa com jornalistas durante o Veritas Vision Solution Day, encontro promovido pela companhia nesta terça-feira (07/03) em São Paulo (SP).
Em meio ao aumento no número de parceiros, a relação com os fabricantes é diferente, de acordo com características de cada empresa. Há diferenças individuais e pontuais para adaptação a cada plataforma. Para Palmer, a AWS é um grande marketplace para ser explorado, enquanto a Microsoft traz uma consolidada estratégia com canais. A IBM, por sua vez, apresenta-se com um excelente foco em serviços.
No entanto, a intenção da Veritas é não se envolver na disputa entre os concorrentes, mas sim, oferecer o mesmo produto para todos os parceiros, sem haver priorização.

Phil Burroughs, Lúcia Bulhões e Mike Palmer (Foto: Guilherme Borini)
Competição
Na visão de Palmer, o mercado de provedores de infraestrutura em nuvem caminha para uma disputa cada vez acirrada e, por isso, o executivo estima que, daqui a quatro anos, a divisão do market share de cada um desses grandes players será muito próxima. “A Amazon era o único do mercado e a Microsoft começou a correr atrás, o Google entrou no jogo e a IBM decidiu vir forte. Além de outros fortes, como Alibaba e Oracle. Há diversas opções”, comenta.
Diante desse cenário, Palmer avalia a Veritas em uma ótima posição, atuando como um broker para levar valor a clientes. “Não nos importamos sobre qual provedor o cliente vai escolher, mas sim, que ele utilize nosso software para ir para a nuvem. É o que nos importamos.”
Brasil
As parcerias em questão são globais e, consequentemente, envolvem o Brasil, principal mercado da companhia na América Latina. Apesar do ano difícil em termos macroeconômicos, Lúcia classifica os resultados como positivos.
“O ano começou difícil, mas estamos fechando agora em março (quando termina o ano fiscal da empresa) com um resultado surpreendentemente positivo”, conta Lúcia, que afirma ter boas expectativas para o ano fiscal que começa em abril, seguindo seu plano de crescimento para a região.
Phil Burroughs, VP de vendas para as Américas, compartilhou uma informação que anima Lúcia para seu projeto: o Brasil é o líder em consumo de produtos da companhia. “O Brasil e a América Latina como um todo têm adotado tecnologias mais do que qualquer outro lugar do mundo”, pontua.