Após dois anos extremamente desafiadores em termos econômicos, 2017 se desenha como um ano de recuperação de investimentos e retomada do crescimento, principalmente para empresas de tecnologia. Segundo o Gartner, os gastos globais com a área de TI devem crescer 2,9% nesse ano, totalizando US$ 3,4 trilhões. A consultoria mostra também que a área de software e serviços de TI é a principal responsável por esses investimentos.
Em busca da retomada do crescimento, empresas buscam cortar custos desnecessários e, em muitos casos, as economias obtidas estão sendo investidas em TI para melhorar processos e ter agilidade e segurança das informações.
Leandro Turbino, diretor de vendas da Micro Focus Brasil, afirma que investir em melhorias na infraestrutura para a área de tecnologia da informação é uma jogada de mestre. “As vantagens obtidas no longo prazo trazem benefícios para todos os setores da empresa e também para o mercado”, destaca.
Diante do cenário, Turbino aponta três tendências para a área de TI neste ano:
1. Internet das coisas está na lista de ameaças nacionais e globais de segurança cibernética
2017 é o ano em que a segurança da internet das coisas ocupará o seu lugar no topo da lista de ameaças de segurança cibernética a nível nacional e global. Com o crescimento exponencial de dispositivos móveis, a tendência é o aumento da exploração de vulnerabilidades nos sistemas de segurança das empresas e também em ambientes industriais, representando ameaças para as organizações.
Alguns ataques no final do ano demonstraram que um número relativamente pequeno de dispositivos IoT comprometidos pode ser usado para executar ataques extremamente significativos. Com o uso cada vez maior da IoT, a escala potencial de um ataque bem coordenado poderia ser usado para apresentar uma ameaça muito real para a infraestrutura do país, como em serviços bancários on-line, serviços de emergência e comércio em geral.
Como resultado, devemos esperar que a segurança da IoT se torne rapidamente parte da agenda de segurança nacional e que os governos comecem a avaliar o papel da legislação e dos padrões de segurança para dispositivos conectados à Internet.
2. O fim da TI bimodal
De acordo com o Gartner, o conceito original de TI bimodal é a prática de gestão de dois modos distintos e coerentes de entrega de TI, um focado na estabilidade e o outro na agilidade. De um lado está a sustentação das rotinas de operação e do outro está a necessidade de gerar inovações que impulsionem negócios.
O conceito bimodal sugere que as empresas tenham duas práticas separadas, o que vai contra os princípios de DevOps. A Micro Focus acredita que os sistemas de software não devem ser divididos em duas categorias distintas para gerenciamento e controle. A reutilização do que já funciona minimiza o risco do negócio e também suporta práticas de software modernas. Estas não são coisas separadas, mas sim uma cadeia de valor integrada que opera em muitas velocidades diferentes.
O mundo sempre está em transformação e ela é imediata. Nesse modelo, as empresas constroem lentamente a estabilidade dos sistemas, enquanto lançam coisas novas a cada dia, e essa disparidade não caminha ao lado das demandas dos negócios, processos e mudanças organizacionais exigidos pelas transformações aceleradas que vivemos.
3. DevOps se tornará NoOps, ou será o libertador de operações em 2017?
Toda a área de TI está lutando por uma digitalização mais rápida, com um maior envolvimento com os clientes por meio dos serviços, extraindo valor dos recursos de informações e permitindo uma nova força de trabalho móvel.
A tendência DevOps é alimentada pela necessidade de inovar rapidamente, mas a inovação também conduz a uma necessidade de operações mais responsivas. Os fornecedores de “NoOps” gostariam que acreditássemos que a melhor solução para os problemas é remover operações inteiramente usando serviços de nuvem para apoiar uma digitalização mais prática. A nuvem, em vez de se tornar uma ameaça existencial para as operações, é na verdade libertadora, permitindo a agilidade e uma mudança de foco em resultados de tecnologia para resultados de negócios.
As operações de TI têm a experiência para traduzir as prioridades de negócios em métricas operacionais para apoiar os resultados bem sucedidos e a melhoria contínua que os negócios necessitam – um passo crítico considerando como os consumidores itinerantes podem ser. Esta é a próxima progressão lógica em DevOps – completando o “último passo” de entrega de software por meio de uma equipe de operações que garante a prestação satisfatória de serviços, independentemente de a infraestrutura estar na nuvem ou no data center corporativo.