A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) será amplamente adotada em 2016 por muitos segmentos da indústria. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Gartner no final do ano passado com profissionais das regiões da América do Norte, Ásia-Pacífico, EMEA e América Latina, 29% das empresas já adotaram IoT de alguma forma.
Além disso, outros 14% confirmaram planos para a utilização da tecnologia dentro dos próximos 12 meses e 21% pretende fazer o mesmo depois de 2016. Em outras palavras, o número de organizações que irá adotar a IoT irá aumentar 50% neste ano, alcançando um total de 43% no total. O estudo também aponta que 9% das empresas não veem qualquer relevância na tecnologia.
Chet Geschickter, diretor de pesquisas do Gartner, afirma que, embora haja quase um consenso mundial sobre a
importância da internet das coisas, menos de um terço das organizações entrevistadas estão, de fato, explorando o potencial da tecnologia.
Para ele, isso se deve por duas razões: “os primeiros obstáculos estão diretamente relacionados aos negócios. Muitas organizações ainda têm de estabelecer uma imagem clara de quais são os benefícios da internet das coisas, ou apenas ainda não tiveram tempo para desenvolver ideias que pudessem usá-las em seus negócios”, observa. “O segundo porém se refere às empresas propriamente ditas. Muitos dos participantes da pesquisa não possuem expertise suficiente ou equipes para IoT e falta uma liderança clara.”
A adoção pela indústria também varia amplamente, com segmentos pesados como utilities, óleo e gás, e manufaturas na liderança, e segmentos mais “leves” realizando iniciativas de forma mais lenta. As estimativas da consultoria são de que pouco mais da metade (56%) das empresas na indústria pesada terão implementado a internet das coisas até o fim deste ano – contra um terço (36%) das companhias do ramo “leve”.
Para as organizações que já fazem uso de IoT, o foco está em melhorias internas (feitas por 52% das empresas) voltadas para o operacional, que foram adotadas com o intuito de implementar o uso de ativos, aumentando a eficiência e diminuindo custos. Já para as melhoras externas (adotadas por 40% das empresas), a tecnologia foi aplicada com foco na experiência do usuário e no aumento de receita.