Apesar dos cenários econômico e político em alguns países da América Latina seguirem instáveis, a HPE registrou crescimento nos últimos três trimestres na região, com a unidade de Enterprise Group saltando 5% ano a ano. Os números ajudaram a companhia a ganhar market share em servidores, storage e rede.
O destaque da América Latina nos negócios globais e, especialmente, a necessidade de tratar a região de forma separada, em função das suas muitas especificidades, como variação cambial, fará dela se transformar na quarta geografia de atuação da HPE, anunciou Alfredo Yepez, vice-presidente e gerente-geral da HPE para América Latina e Caribe.
A América Latina, que até então estava abaixo da estrutura de Américas, passará, a partir de 1º de novembro deste ano, quando tem início o ano fiscal 2017, a ser a quarta da empresa ao lado de América do Norte, Ásia Pacífico e Europa. Os executivos Latam vão responder diretamente a Peter Ryan, Chief Sales Office de Enterprise Group da HPE. “Muito de nosso modelo é parecido com Ásia Pacifico e Europa. Então, a mudança será muito positiva”, destacou o executivo em apresentação para parceiros no Global Partner Conference, realizado em Boston (EUA).
Segundo ele, isso, no entanto, não muda as prioridades da HPE e seus parceiros de crescer em armazenamento e rede, ampliar a cobertura na região e transformar a força de vendas, que agora tem de estar alinhada à nova economia e realidade de um mercado em evolução. A mudança, adicionou, garante simplificação e consolidação de processos de venda e agilidade nas tomadas de decisão. “Os canais receberam bem a informação”, disse em conversa com o IT Forum 365. “Vamos tropicalizar”, comemorou.
Em entrevista ao IT Forum 365, Kerry Bailey, vice-presidente sênior global de Vendas Indiretas da HPE, apontou que a América Latina é um grande mercado para a empresa e que na região os parceiros têm-se tornado fortes provedores de serviços, o que leva a um atendimento diferenciado e mais amplo aos clientes.
“A geografia também tem tido adoção significativa do conceito de mobile first, o que é uma grande oportunidade”, afirmou. Uma das frentes de crescimento na região, ressaltou Bailey, está ainda na adoção de sistemas hiperconvergentes, provendo uma experiência de nuvem pública em nuvens privadas.
*A jornalista viajou a Boston (EUA) a convite da HPE