Depois de dias de especulação, o negócio agora é oficial: a AT&T comprou a Time Warner por US $ 85 bilhões em uma mistura de dinheiro e ações, abrindo caminho para outro gigante de mídia convergente. Em termos de benefícios aos acionistas combinados, a AT&T disse que o acordo deve resultar em US$ 1 bilhão em sinergias de custos anuais dentro de três anos, depois do fechamento do negócio.
Mas o que levou uma operadora a comprar a empresa de mídia? Operadoras há muito tempo se preocupam em converter infraestrutura em necessidades de desenvolver peças de convergência. Assim, o acordo vai garantir à empresa um enorme acervo de conteúdo, incluindo canais como HBO, CNN, e o estúdio Warner Bros, que deverá fortalecer seu conteúdo de vídeo.
Especificamente, o negócio vai possibilitar à AT &T um novo canal para acessar e utilizar o conteúdo das propriedades que possui agora sobre os serviços que vende aos consumidores. Possuir o conteúdo significa não só melhorar acesso, mas margens para explorar esse conteúdo. É uma tendência do mercado. Em junho do ano passado, a Verizon, sua concorrente, comprou a AOL por US$ 4,4 bilhões.
A AT&T vem adquirindo mais prestadores de serviços de vídeo – incluindo DirecTV e Charter Communications – para expandir sua presença no negócio de entrega de conteúdo. Agora, a companhia está preenchendo a primeira parte desse gap.