Muitos dizem que a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) será realidade em futuro distante. Mas IoT já deixou de ser ficção científica e é uma realidade. Foi com essa provocação que Boo-Keun Yoon, presidente e diretor-presidente de Eletrônicos de Consumo na Samsung Electronics, iniciou o primeiro keynote da CES 2015, feira de tecnologia de consumo realizada esta semana em Las Vegas (EUA), na noite de terça-feira (5/1).
“IoT está aqui agora e há muitos dispositivos e sensores prontos para ela”, afirmou. Segundo ele, o conceito vai revolucionar nossas vidas, eliminando a necessidade de apertar botões para executar comandos e mudará drasticamente a economia atual.
No entanto, disse, essa quebra de paradigma somente será possível em sua totalidade caso toda a indústria se una. “É preciso criar um ecossistema de colaboração, estabelecendo parcerias. Vamos conectar coisas por meio da colaboração. Esse é o ingrediente de sucesso”, sentenciou.
Keun então fez uma promessa para acelerar o processo. “Os componentes de IoT e devices da Samsung serão abertos. Todos poderão conectar-se aos nossos dispositivos”, anunciou, sem, no entanto, detalhar como essa estratégia será colocada em prática.
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O executivo lembrou que até 2017, 90% de todos os sensores terão IoT embutidos e por isso a necessidade de criar um sistema único para Internet das Coisas. “Podemos entregar uma IoT melhor se sensores e devices conversarem”, acredita.
Sobre a mudança na economia Jeremy Rifkin, presidente da Foundation on Economic Trends, relatou que IoT estará presente em todos os momentos da vida das pessoas e vai permitir, por exemplo, uma sociedade mais sustentável. “Estamos no meio de uma transformação econômica e o crescimento de IoT vai criar um futuro mais sustentável e democrático.”
Contudo, desafios como estabelecimento de código aberto, padrões e regulamentações precisam ser superados para promover interoperabilidade entre as tecnologias e garantir uma comunicação transparente. “Na era digital, o sucesso de empresas será mensurado pela habilidade de promover acesso universal”, pontua.
Em razão desse novo contexto, afirma Rifkin, empresas terão de mudar seus modelos de negócios e, de fato, trabalharem juntas. “Companhias de consumo, cabos, eletricidade, telecom e transportes vão se alinhar para criar uma economia colaborativa de IoT. Temos ainda de dar mãos e colaborar para garantir privacidade e segurança de dados”, lembra.
O presidente da Samsung reforçou em seu discurso que as possibilidades com IoT são infinitas. Basta agora o mercado passar a estruturar iniciativas mais concretas no setor.
A jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da CEA, responsável pela International CES