O Brasil está entre os países que depositam maior confiança na aplicação do big data para potencializar os negócios. Foi o que identificou a edição de 2014 do Barômetro Global da Inovação, estudo recém-realizado e divulgado pela GE.
O big data, aliás, é apontado por 70% dos executivos como uma ferramenta crítica para aumentar a eficiência nos negócios. Contudo, somente um em cada quatro líderes sente-se preparado para seguir essa tendência. Dos que relataram já aplicar o conceito no dia-a-dia, 69% veem retorno no investimento. O Brasil (83%) está entre as nações que demonstram maior entusiasmo com o potencial da internet industrial para otimizar os negócios, ao lado de países como México (85%), Coréia do Sul (84%) e China (83%).
Enquanto a edição anterior apontou incerteza sobre canais e meios para inovação, neste ano, o barômetro revela um ímpeto maior para identificar maneiras de quebrar paradigmas. Mas os desafios ainda são diferentes para cada região.
Os países emergentes são os mais propensos a alterar seus modelos de negócio. No geral, 60% indicam que o esforço para definir modelos eficazes de negócios impacta sua habilidade de inovar. Eles estão alterando prioridades internas e processos para mudar esta situação, ou seja, estão encorajando comportamentos criativos, fazendo parcerias com outras empresas para criar vantagens competitivas, assim como usando informações e meios analíticos para melhor compreender o cliente e a dinâmica do mercado.
Colaboração
Para 77% dos executivos, o trabalho colaborativo apresenta um risco que vale ser assumido. O aumento foi notável em relação à mesma resposta no ano passado, quando apenas 38% concordavam com isso. Além disso, as startups ganham projeção – 85% acreditam que elas, ao lado de empreendedores são parceiros promissores.
O levantamento aponta para três prioridades críticas capazes de gerar iniciativas bem sucedidas na área: entender as demandas do cliente e antecipar a evolução do mercado (84%), atrair e reter talentos (77%) e adaptar-se para adotar rapidamente novas tecnologias (66%).
Desafio de lidar com talentos
Embora 79% acreditem que a buscas por profissionais talentosos seja crucial para desenvolver projetos bem sucedidos de inovação, uma alta de seis pontos percentuais em relação ao índice anterior, apenas 32% consideram que suas empresas se destacam na atração e retenção de jovens executivos.
Por fim, 70% esperam que o poder público prossiga com a implementação de políticas de fomento a soluções inovadoras, mesmo que desenvolvidas ou oferecidas por companhias sediadas em outros países. Esse interesse na contribuição das multinacionais é particularmente forte nos países emergentes. Brasil, Israel, Alemanha, Coréia do Sul e Índia, contudo, indicaram quedas no apoio governamental na área de inovação.
Está é a quarta edição do estudo, que ouviu 3,2 mil executivos baseados em 26 países.