Experiência, segurança e flexibilidade. Essas são as três estrelas que devem compor o seu negócio, de acordo com Mark Templeton, presidente e CEO da Citrix. Para modelar esse caminho, a companhia aposta no chamado software defined workspace.
A bandeira levantada pelo executivo durante o Citrix Synergy, evento anual da empresa que acontece de 12 a 14 de maio, em Orlando (EUA), não é apenas a de trabalhar a partir de qualquer lugar, mas sim poder trabalhar independentemente das ferramentas utilizadas para compor as tarefas ou mesmo dos dispositivos usados para realizá-las – sem esquecer de primar pela segurança.
“Muitos definem o workspace como desktop. Entendemos que essa é a antiga definição. Hoje, o workspace é um desktop? Sim, mas é também um aplicativo móvel, um espaço colaborativo, um web app, é tudo aquilo de que você precisa, quaisquer ferramentas digitais que utiliza para cumprir uma tarefa independentemente do device”, disse durante sua apresentação. “Acreditamos que tudo o que você precisa para o seu workspace pode caber no seu bolso, no seu smartphone.”
Problemas
A mobilidade a favor do espaço de trabalho oferece conforto e flexibilidade para as empresas e seus colaboradores, mas também tem gerado desafios com uma abrangência que a TI jamais havia lidado. Segundo Templeton, tais problemas são relativo a cinco temas distintos:
Dispositivos. O executivo lembra que anteriormente existia apenas um dispositivo utilizado e, consequentemente, a padronização de todo o restante do ecossistema. “Não podemos mais fazer isso, porque as pessoas estão utilizando múltiplos devices, além do fato de que há essa distinção de pessoais e corporativos”, diz o CEO.
Aplicativos. Eram, em sua maioria, baseados no sistema operacional da Microsoft. “Hoje, muitos deles ainda são, mas nossos negócios não rodam mais exclusivamente em Windows. São mobile apps, web apps, e a próxima geração de apps que temos de prestar atenção”, observa o executivo.
Conteúdo e segurança. Templeton conta que o conteúdo nasceu analógico e, portanto, era mais difícil de ser roubado. “O colocávamos em uma caixa e para levá-la era necessário invadir o local, quebrar o cofre e, então, levá-la embora. Agora, a informação é digital, então uma brecha representa um problema massivo”, aponta.
O último item é com relação à força de trabalho. “Ela nasceu digital. Pode chamá-los de Millennials, mas o fato é que eles se sentem confortáveis com as ferramentas digitais e esperam por elas.”
Para Templeton, as empresas só irão conseguir lidar com esses pontos se entenderem que não devem ser tratados como itens separadas e sim quando passarem a pensar em tudo como um grande ‘E’. É nesse ponto que deve-se investir em três principais estrelas, como o executivo descreveu – e que são as bases da estratégia da Citrix.
A primeira delas aborda a flexibilidade, ou a capacidade de realizar tarefas com a liberdade de escolher qualquer aplicação, qualquer ecossistema, qualquer situação. Nesse ponto, o executivo enfatiza o fato de que a solução é uma TI simplificada, que não apresente barreiras entre as soluções escolhidas.
Outro ponto vital para o trabalho é a experiência – item diretamente relacionado à consumerização. O termo leva embutido o fato de que os consumidores estão mais íntimos das tecnologias e têm voz de escolha e, dessa forma, também esperam uma experiência mais amigável e diferenciada da TI.
Por último, mas não menos importante, vem a segurança. Ponto esse que deve envolver a proteção de documentos e conteúdos produzidos nas empresas e também se atentar aos possíveis vetores de ameaças e vulnerabilidades. “O mundo está mais perigoso do que nunca, então a segurança deve ser abordada mais do que nunca”, observa Templeton.
O CEO também acrescenta que faz-se necessário construir um ambiente de trabalho definido pelo software e que ele necessariamente englobe essas três estrelas para, assim, permitir a resolução dos problemas apresentados. “Uma vez que você cria uma infraestrutura com uma experiência sedutora, independentemente de devices e com dados protegidos é como acreditamos que você conseguirá esse ‘E’ e como solucionará todas essas questões”, encerra.
*A jornalista viajou a Orlando (EUA) a convite da Citrix