Vivemos a
era da informação. Prova disso é que do início dos anos 2000 até os dias de hoje, o homem criou mais dados do que em toda a história da humanidade. Mas esses dados só têm valor para pessoas e empresas
se eles puderem ser usados e analisados. O alerta é de Andreas Weigend, especialista em big data e ex-cientista chefe da Amazon, que participou na última semana do Vtex Day, realizado em São Paulo.
Ele observa que ter uma montanha de informações e não fazer nada com ela é o mesmo que não ter nada. “Dados precisam ser refinados, assim como se faz com o petróleo. Isso é o big data. Não é algo definido pelo volume de informações ou ferramentas que você usa, mas, sim, na transformação em decisões”.
Segundo o especialista, os últimos 30 anos representaram uma revolução no quesito conectividade. O especialista lembrou que primeiro, a humanidade conectou computadores, depois páginas, e na década de 2000, pessoas. “Agora, conectamos dados. E como podemos tirar vantagem deles”, questionou, emendando que a resposta está no impacto que o dado tem nas decisões.
Como exemplo, Weigend cita a Amazon, que colhe informações que as pessoas criam, refina e retorna com resultados relevantes que vão impactar e influenciar o modo como pessoas compram. A Amazon, prosseguiu, faz recomendações não com base em segmentação, mas sim em localização, preferências e outras variáveis.
“Amazon não tem segmentação, Facebook não tem, Google não tem. Todas essas empresas criaram ferramentas para tratar as pessoas de forma individual, de fato. Estamos na era que celebra indivíduos e relações. Não há segmentação em muitas partes”, observou, desafiando o marketing tradicional que ensina que segmentar clientes é a melhor forma de atraí-los e retê-los.