É inviável que governos dos Estados Unidos e Inglaterra solicitarem um acesso especial a comunicações criptografadas sem que isso coloque em risco dados sigilosos e infraestruturas críticas, como de bancos e redes de energia.
Isso é o que afirma um documento publicado recentemente por especialistas em segurança da informação – mais precisamente 14 dos primeiros criptografistas e cientistas da computação do mundo.
Depois que Edward Snowden revelou ao restante do mundo o programa de espionagem feito pelos EUA – e alertando estados-nação sobre suas brechas em sistemas – a privacidade e a segurança de dados se tornou um ponto debatido regularmente na internet e no mundo.
Gigantes da tecnologia como Apple, Microsoft e Google também tomaram as medidas necessárias para garantir a privacidade de seus usuários e a blindagem dos seus sistemas.
Ao mesmo tempo, agências reguladoras de leis e o próprio governo repudiaram o movimento, justificando que, dessa forma, as empresas também estariam protegendo comunicações de sequestradores, terroristas e outros agentes maliciosos.
Há outro agravante no cenário: garantir acesso especial aos dois governos britânico e norte-americano, em especial, também daria a possibilidade de outras administrações- inclusive com regimes de opressão – solicitarem o mesmo.
“Tal acesso irá abrir portas pelas quais criminosos e estados-nação mal intencionados podem atacar os mesmos indivíduos que a lei está tentando defender”, dizem os especialistas. “Os custos seriam substanciais, o estrago para a inovação seria severo e as consequências para o crescimento da economia seriam difíceis de prever.”