O presidente da Xerox do Brasil, Guilherme Bittencourt, em entrevista ao CW Online garante que os funcionários da fábrica estão sendo incorporados pela Flextronics. ôNão haverá demissõesö. As unidades fabris de Salvador e Manaus permanecem sobre o controle total da Xerox.
A Xerox Corp. fechou um acordo de terceirização com a Flextronics, em nível mundial, de unidades fabris, avaliado em US$ 220 milhões. A unidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, responsável pela fabricação de produtos para o segmento escritórios, está incluída na negociação.
O presidente da Xerox do Brasil, Guilherme Bittencourt, em entrevista ao CW Online garante que os funcionários da fábrica serão incorporados pela Flextronics. Não haverá demissões. A Flextronics irá produzir os equipamentos para a Xerox do Brasil, mas poderá utilizar a unidade fabril para produção de quaisquer outros produtos, informa o executivo.
A Xerox mantém o controle total das unidades fabris da Bahia onde há a produção de componentes para copiadoras e de Manaus, voltada para a produção de componentes para o segmento residencial e de escritórios de menor porte. Não conseguimos fazer a terceirização dessa unidade. Portanto, ela permanece sob a nossa total responsabilidade. Ela ganha atenção para o mercado externo, adiantou Bittencourt.
Em junho desse ano, em mais uma etapa da sua reestruturação mundial, a Xerox anunciou a sua decisão de abandonar o segmento residencial e de pequenos escritórios, com isso, houve o interesse da subsidiária local de se desfazer da unidade de Manaus.
Com relação à crise econômica, Bittencourt assegura que a Xerox do Brasil finalizou o seu processo de reestruturação que culminou na demissão de mais de 600 funcionários. Concluímos as demissões no mês de setembro. Agora, estamos adequando os funcionários ao novo modelo de negócios, entre eles o ASP e a oferta de soluções agregadas, enfatizou.
Com relação ao último trimestre de 2001, o presidente da Xerox do Brasil admite que as dificuldades serão muitas taxas de juros elevadas e as oscilações constantes do câmbio permanecem mas, há possibilidade de uma recuperação. O mercado precisará reagir. E esse último trimestre é sempre marcado pelas compras de fim de planejamento fiscal e pelo Natal. Mas, é claro que o cenário não é dos mais otimistas, finalizou.