Investir na formação dos funcionários sempre é apontado como uma estratégia positiva para colher bons frutos. Tanto é que tal benefício costuma estar entre os fatores decisivos para um profissional decidir onde quer trabalhar. E em uma empresa que leva pesquisa no nome, como o Instituto de Pesquisa Eldorado, isso não poderia ser diferente. A companhia, listada em 39º lugar no ranking 100 Melhores Empresas para Trabalhar 2014 – TI, realizada pela Great Place to Work (GPTW), investe entre 0,8% e 1% do seu faturamento em treinamento e capacitação e, ao que tudo indica, isso já tem gerado resultados.
Em entrevista ao IT Forum 365, Jaylton Ferreira, superintendente do Instituto, ressaltou que na estratégia da empresa um dos principais pontos é a necessidade de garantir um ambiente de trabalho no qual os funcionários se sintam motivados para que a empresa continue expandindo. E eles acreditam que tal trabalho reflete no crescimento da companhia que, neste ano, tem o que eles chamam de melhor desempenho desde a fundação, em 1997.
“Crescemos muito nos últimos anos, trabalhando com uma base de profissionais mais novos. Juntamos esses novos valores aos funcionários mais antigos, que são mais experientes. Outro ponto que contribui é o fato de possuirmos projetos interessantes, que têm desafios tecnológicos em produtos de classe mundial, o que motiva as pessoas que trabalham no setor. Quando falamos dessas pessoas, sabemos que elas são nosso maior ativo e nosso diferencial, então precisamos criar esse ambiente agradável”, detalhou.
No entanto, apenas um ambiente estimulador não garante que uma equipe motivada. É necessário pensar em iniciativas que visem capacitar o funcionário, dando a ele oportunidade de evoluir profissionalmente. Pensando nisso, a empresa, que realiza pesquisas e desenvolvimento nas áreas de software e hardware, oferece diversos planos para que o contratado possa se aprimorar, o que resulta em alto índice de aproveitamento da equipe.
“Oferecemos cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e até mesmo idiomas para todos nossos funcionários que são contratados em regime CLT, no que chamamos de programa de capacitação”, ressaltou Ferreira. Desta forma, segundo ele, a empresa estimula que o contratado evolua, seja ajudando a pagar o curso ou disponibilizando horas pra que ele possa se aprimorar.
“Também oferecemos cursos de ordem pessoal, posicionado na parte comportamental e de qualidade de vida. Nossa intenção é estimular a todos os funcionários, sem exceção”, completou.
Flexibilidade
Para este ano, a companhia projeta faturamento de R$ 160 milhões, e, desse total, planeja investir entre 0,8 e 1% em programas de treinamento e capacitação. Com 78% dos seus funcionários com menos de 34 anos, os investimentos no programa de capacitação são uma importante fonte de retenção dos profissionais mais jovens, muito motivados por oportunidades de crescimento e aprimoramento.
“Esse é um desafio grande não só para nós, mas para qualquer empresa que trabalha com essa geração. Além dos programas que oferecemos, buscamos tratar os funcionários de maneira humana, esquecendo aquela relação de que nós os pagamos e eles prestam um serviço”, relatou. De acordo com ele, existem algumas iniciativas que são bastante valorizadas pelo colaborador, como a permissão do uso de bermudas às sextas-feiras e a criação de um espaço de jogos para que eles possam aproveitar durante o almoço. “Aproveitamos o momento da Copa do Mundo, por exemplo, e realizamos encontros para troca de figurinhas do álbum do torneio, além de oferecermos programas de atividades físicas, como futebol e tênis”, detalhou.
No que diz respeito ao lado técnico, além dos projetos que são trabalhados normalmente, a empresa investe 1% de sua receita nas chamadas “oficinas tecnológicas”, na qual os funcionários são estimulados a trabalhar em operações inéditas. Um dos exemplos citados pelo executivo é o trabalho feito com internet das coisas (IoT, da sigla em inglês), em situações como essa, o Eldorado compra projetos relacionados para que os jovens sejam desafiados por ele.
O cuidado no tratamento com os funcionários rende bons frutos à empresa. Segundo Ferreira, mesmo com eventos alheios ao setor, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, a empresa deverá fechar o ano de 2014 com crescimento de 20% em relação ao ano de 2013.
“Trabalhamos forte para garantir uma boa gestão, entregar o que prometemos e fazer projetos com a maior qualidade possível. É um desafio enorme, mas mesmo assim projetamos um crescimento de dois dígitos para o próximo ano, devido às essas atitudes e as nossas tecnologias. Nossa expectativa é de que 2014 seja o melhor ano da história do Instituto Eldorado”, concluiu Ferreira.