A expectativa do brasileiro em relação ao futuro aponta para uma importância cada vez maior da tecnologia, seja na forma de gerenciar e obter informações sobre a própria saúde, facilitar o dia a dia dentro de seus lares e alcançar maior eficiência no trabalho. Em contrapartida, esses consumidores estão cada vez mais preocupados segurança e privacidade de suas informações, e o desafio do estará exatamente em garantir isso.
A pesquisa “Proteção do futuro digital em 2025”, divulgada pela McAfee, empresa da Intel Security, analisou a percepção de 8 mil consumidores de todo mundo sobre a evolução da tecnologia e segurança, sendo 500 deles brasileiros. Com base nos resultados, até 2025 a maioria dos brasileiros acredita que o smartphone e os relógios inteligentes serão os dispositivos mais importantes em suas vidas (apenas 30% citaram os PCs). Além disso, a expectativa de 40% é ter em média seis dispositivos.
Os brasileiros também esperam cuidar mais facilmente da saúde: 80% acham que existirão dispositivos vestíveis que capazes de enviar informações de saúde diretamente para o médico, sem necessidade de ir ao consultório. Em casa, 88% dos brasileiros disseram que terão um refrigerador inteligente, capaz de detectar automaticamente os alimentos que estão faltando na geladeira e criar uma lista de compras, enquanto 89% deles acham que sistemas de segurança de seus lares estarão conectados a seus dispositivos móveis.
No ambiente de trabalho, a percepção sobre as mudanças propiciadas pela tecnologia não é diferente: daqui a dez anos, 55% acreditam que terão acesso a dados através de reconhecimento facial ou de voz e 33% veem o trabalho será uma combinação entre escritório, home office ou outra locação com conectividade. Os brasileiros também preveem que uma a cada três pessoas trabalhará em uma empresa de tecnologia e 89% esperam que a inteligência artificial e a robótica ajudem em suas tarefas cotidianas no trabalho.
“À medida que a tecnologia (principalmente a ‘Internet das coisas’) continua a avançar rapidamente, compreendemos que os consumidores estão preocupados com o modo como essas mudanças influenciarão sua segurança e privacidade”, pontua Thiago Hyppolito, especialista em segurança da McAfee no Brasil.
E eles realmente estão: 70% afirmam estarem preocupados com a evolução do cibercrime na próxima década. Para os brasileiros, a maior preocupação é com roubo de identidade e fraude monetária (49%), enquanto 31% acham que a maior preocupação é com a violação de privacidade. E ainda, 80% dos consumidores temem que suas famílias sejam vítimas de hackers na próxima década.
A maioria acredita que em 2025 a internet terá maior função social (82%), mas também proporcionará menos privacidade (61%). Além disso, 94% declaram que se esforçarão mais para proteger suas vidas digitais no futuro. Por outro lado, eles esperam novos e mais seguros mecanismos de proteção: apenas 12% se veem desbloqueando seus dispositivos por senhas em 2025, enquanto apostam em recursos como escaneamento de íris (37%), impressão digital (31%) ou ativação por voz (20%).
Desafios
Para Brian Johnson, futurista da Intel, apenas agora as pessoas começaram a compreender que seus dados pessoais não são intangíveis. “Elas ainda não perceberam exatamente quais dados devem ser compartilhados. Nós não saímos anunciando informações de nossos cartões de crédito quando entramos em uma sala. Por que faríamos isso online?”.
Integrar as inovações de forma mais adequada, com a segurança e privacidade esperadas pelos consumidores será o grande desafio do setor na próxima década. O futurista Ross Dawson prevê que diante do aumento das preocupações relacionadas à segurança, é possível que mudemos o modo de fornecer autenticação. “Isso talvez inclua o uso de informações biométricas únicas, possivelmente impressões digitais, face, voz, olhos ou até mesmo ondas cerebrais”.