Mais da metade das empresas (55%) possui projetos de big data regulares ou em andamento internamente, ou em determinados departamentos. Dentre os principais benefícios para rodar esse tipo de projeto estão: a capacidade de tomar melhores decisões, listado por 37% dos entrevistados; colaboração e compartilhamento de informações (34%) e produtividade (33%).
Isso é o que aponta um relatório realizado pela Capgemini e pela Informatica que aponta hábitos de sucesso das equipes responsáveis por big data. Ainda de acordo com o levantamento, curiosamente, menos de um terço (27%) dos projetos são lucrativos – a maioria das empresas ainda terá muito trabalho para obter o máximo retorno do seu investimento.
Vale ressaltar que, entre as empresas com projetos lucrativos, 51% apontou o principal benefício como sendo a maior satisfação e retenção dos clientes.
A pesquisa aponta que a lucratividade está diretamente ligada com o player responsável pelo projeto. Isso significa que a probabilidade de haver iniciativas lucrativas é duas vezes maior quando diretores operacionais e de dados – e não diretores de TI – assumem esse posto. Mesmo com mais da metade (52%) afirmando que líderes de tecnologia são responsáveis pela estratégia de big data, essa missão está passando para outros executivos, como o diretor operacional (20%), tecnológico (16%) e o de marketing (16%).
A responsabilidade pelos projetos é bem diferente nos EUA e na Europa. Nos EUA, 39% dos projetos são controlados pelo diretor de TI, percentual que sobe para 64% nas empresas europeias. A execução da estratégia geralmente é feita por especialistas em dados (30%) e, às vezes, pelos gestores de TI (28%) ou arquitetos de bancos de dados (21%).
“As organizações que estão colhendo benefícios atribuem a responsabilidade pelo big data ao negócio, trazendo grande mudança no desempenho”, diz o líder da divisão global de Insights & Data da Capgemini, John Brahim. Para o executivo, o principal campo de batalha é a liderança das iniciativas. “No entanto, o estudo revela que muitas empresas ainda estão no meio do caminho para verdadeiramente tirarem proveito das análises geradas, citando as restrições orçamentárias e a integração como grandes desafios para a operacionalização total do big data”, afirma.
No caminho para o sucesso
Na maioria dos projetos de big data, os resultados somente cobrem investimentos ou estão tendo prejuízo. A maioria das empresas ainda não é voltada à geração de conhecimento. Para operacionalizar big data de modo integral, as empresas precisam:
1. Garantir o apoio e a liderança dos executivos em iniciativas de Big Data. Nada abaixo do alto escalão será suficiente para promover uma mudança duradoura.
2. Ampliar a arquitetura de informações com a modernização dos sistemas de armazenamento de dados e a integração de novas tecnologias de Big Data.
3. Criar uma estrutura colaborativa de governança de dados que traga agilidade organizacional, incorporando, ao mesmo tempo, segurança e qualidade dos dados.
4. Trabalhar com foco em uma cultura dinâmica, voltada a dados, que envolva tanto os executivos como os funcionários nos estágios iniciais do desenvolvimento, usando e aprimorando as soluções de Big Data.
A pesquisa, que contou com a participação de 200 executivos do alto escalão das áreas de TI e gestão de dados.