Os investimentos em big data continuam aumentando, porém mostram sinais de contração de acordo com seus estudos recentes, revela o Gartner. O instituto de pesquisas indica que 48% das companhias investiram na tecnologia em 2016, aumento de 3% em comparação a 2015. No entanto, a quantidade de organizações que planejam investir em big data nos próximos dois anos diminuiu de 31% para 25% no mesmo período.
“O investimento em Big Data está aumentando, porém, o estudo mostra sinais de desaceleração desse crescimento, com menos empresas com a intenção futura de investir em big data. Não se trata do big data em si, mas de como ele é usado”, explica Nick Heudecker, diretor de Pesquisas do Gartner. O especialista destaca que o sucesso de big data depende de uma estratégia holística em torno de resultados de negócios, equipe especializada, dados e infraestrutura.
Enquanto quase 75% dos entrevistados afirmaram que sua organização investiu ou planeja investir no tema, muitos permanecem presos na fase piloto. Apenas 15% das empresas relataram realmente implantar seu projeto do tipo, índice que praticamente não mudou em comparação a 2015 (14%).
Na avaliação de Heudecker, o que pode ter acontecido é que os projetos de big data receberam menos prioridade nos orçamentos em comparação com outras iniciativas. Segundo ele, apenas 11% dos entrevistados de organizações que já investiram em big data classificaram esse investimento como tão ou mais importante do que outras iniciativas de TI, enquanto 46% afirmaram que era menos importante.
“Isso pode acontecer devido ao fato de que muitos projetos de big data não têm um retorno sobre o investimento tangível que pode ser determinado antecipadamente. Outro motivo pode ser que a iniciativa de big data seja parte de um projeto financiado maior. Isso se tornará mais comum conforme o termo ‘big data’ enfraquecer e o padrão continuar sendo lidar com conjuntos de dados maiores e de tipos variados”, explica Heudecker.
O cenário atual é de construção, completa Jim Hare, diretor de pesquisas do Gartner. “A industrialização e as garantias de desempenho e estabilidade que vêm com essa tecnologia ainda precisam penetrar na maneira de pensar sobre big data.”