Para executar a transformação da TI, empresas precisam passar por três estágios: modernizar a infraestrutura, aplicando arquiteturas modernas como flash e soluções definidas por software; automatizar a entrega de serviços, fazendo a TI atuar como service provider; e transformar as operações de TI por meio de pessoas e processos. Poucas empresas, contudo, já finalizaram essas fases. É o que releva estudo global da Dell EMC, realizado pela Enterprise Strategy Group (ESG), com 1 mil decisões de TI em sete países, incluindo o Brasil.
Para entender o estágio de transformação das empresas, a pesquisa separou os negócios em quatro grandes grupos: Transformadas, Em Evolução, Emergentes e Legadas, de acordo com o estágio de maturidade na transformação da TI.
Segundo o levantamento, apenas 5% das organizações ao redor do mundo já estão preparadas para esse novo momento, sendo batizadas de Transformadas, por meio de infraestruturas, processos e metodologias adequados. Apesar disso, 71% concordam que para se manterem competitivas precisarão realizar uma transformação da TI, com o objetivo de adaptar-se à digitalização dos negócios.
A pesquisa apontou, ainda, que 41% das empresas estão na fase de Em Evolução, na qual demonstram compromisso com essa transformação e têm alguns projetos de modernização das tecnologias do data center e nas metodologias de entrega da TI. Outras 42% se encaixam no grupo de Emergentes e 12% em Legadas.
Apesar de não ter um corte específico para o Brasil, Giampaolo Michelucci, presidente da Dell EMC Brasil Enterprise, afirmou que em solo nacional não há registros de empresas essencialmente Transformadoras. “Há, contudo, um movimento nessa direção. Um banco que é nosso cliente, por exemplo, está finalizando essa jornada”, comentou em encontro com a imprensa para apresentação dos resultados, sem citar nomes. “O que fica claro é que quanto mais empresas investem na transformação, mais rapidamente atingem a digitalização dos negócios”, completou.
Os desafios para se tornar uma empresa Transformada, explicou Michelucci, são muitos, como a questão cultural e até mesmo o fato de a TI buscar posicionamento mais estratégico nos negócios, além, claro, do legado, que as impedem de investir no novo.
À frente
O levantamento aponta que entre as empresas Transformadas, 85% acreditam que estão em uma posição forte ou muito forte para competir e serem bem-sucedidas no mercado nos próximos anos, contra uma média de 43% entre as organizações menos maduras, ou seja, as Legadas.
O estudo comparou as empresas Legadas e as Transformadas e identificou que estas são oito vezes mais propensas do que as Legadas a avaliar um relacionamento altamente colaborativo entre a TI e o negócio. “Além disso, elas têm duas vezes mais chances de atingir seus objetivos de negócios e oito vezes mais cooperação com as áreas de negócios”, destacou Michelucci.