Após três anos apresentando baixos índices de crescimento, o mercado de smartphones deve retomar taxas mais significativas em 2017. Estudo da Accenture aponta que mais da metade (54%) dos consumidores entrevistados pretendem comprar um smartphone este ano, contra 48% da pesquisa anterior.
De acordo com o estudo, realizado com 26 mil consumidores em 26 países – entre eles o Brasil -, a retomada deve ser motivada sobretudo por conta da busca dos clientes por melhor segurança, novas funções, desempenho aprimorado e programas de atualização de dispositivos.
Os chineses são os principais responsáveis por esta retomada: 74% dizem ter intenção de adquirir um aparelho em 2017, comparados a 61% do ano anterior. O número de entrevistados na Índia e nos Estados Unidos também aumentou em dois dígitos: para 79% na Índia (eram 68%) e para 52% nos Estados Unidos (eram 38%).
Entre todos os consumidores entrevistados, o principal direcionador da intenção de compra é a capacidade de acessar os mais modernos e inovadores recursos e funções, citada por 51% dos entrevistados na pesquisa deste ano, em comparação a apenas 41% no estudo anterior. Outra razão pela qual os consumidores estão optando por adquirir novos smartphones é o desempenho insuficiente dos dispositivos que possuem, motivo citado por 45% dos clientes em 2016 – contra 33% em 2015.
Pela primeira vez, a pesquisa anual sondou os consumidores sobre suas intenções de comprar assistentes habilitados para voz, como o Amazon Echo e o Google Home. Alavancados por inteligência artificial, os produtos reconhecem os comandos de voz do ser humano. Enquanto apenas 4% dos entrevistados possuem tal dispositivo hoje, 65% dos proprietários usam seus dispositivos regularmente, demonstrando uma forte aceitação a esta nova tecnologia.
Os consumidores estão também dispostos a abraçar um vasto leque de potenciais serviços personalizados potencializados pela inteligência artificial, com 60% dizendo que estão interessados em assistentes pessoais à saúde, assistentes de viagem inteligentes (59%) e conselheiros de entretenimento (51%).