“A inteligência artificial é uma das coisas mais profundas que estamos trabalhando enquanto humanidade”, declarou Sundar Pichai CEO da Alphabet e do Google durante entrevista no Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta quarta-feira (22). Para o executivo, a tecnologia tem um potencial tão transformador que superaria o fogo e a eletricidade.
Nesta semana, em editorial assinado para o Financial Times, Pichai chamou a atenção para a responsabilidade de governos e empresas para regularem a tecnologia em um nível global. Em sua visão, os países precisam se reunir globalmente para definir as bases que regularão o uso de tecnologias emergentes para diminuir os possíveis danos que as ferramentas podem proporcionar.
Apesar de jogar luz sobre o tema, o Google não saiu ileso de críticas dos próprios funcionários quanto ao uso da inteligência artificial para fins questionáveis. Funcionários protestaram contra o Projeto Maven, um contrato com o Departamento de Defesa americano que iria fornecer visão computacional para drones. Com a pressão, o Google recuou e não renovou o contrato.
Em Davos, Pichai comparou a importância da regulamentação da inteligência artificial com o clima. “A inteligência artificial não é diferente do clima. Você não pode obter segurança com um país ou um conjunto e países trabalhando nela. Você precisa de uma estrutura global”.
Segundo informações da Bloomberg, a União Europeia deve divulgar novas regras para os desenvolvedores de inteligência artificial em setores considerados de alto risco, como assistência médica e transporte.