Este pode ser o último ano que as vendas de smartphones crescem a uma taxa de dois dígitos. De acordo com uma previsão da IDC, a projeção para 2016 é de crescimento de 5,7% sobre 2015, quando o número de unidades vendidas alcançará 1,5 bilhão.
A tendência, aponta a consultoria, é continuar com crescimento de um dígito e, para 2020, a previsão de venda é de 1,92 bilhão. Isso também representa queda nos preços médios dos aparelhos, de US$ 295 para US$ 237 em 2020.
De uma perspectiva regional, mercados maduros como Estados Unidos, China e Europa Ocidental apresentaram taxas de um dígito em 2015, enquanto os mercados de alto crescimento, como Índia, Indonésia, Oriente Médio e África, e outros locais do sudeste da Ásia, permaneceram saudáveis.
Segundo Ryan Reith, diretor do programa Worldwide Quarterly Mobile Phone Tracker da IDC, a desaceleração identificada em mercados maduros afetou diretamente a Apple e o mercado de dispositivos high-end Android.
Com o crescimento constante de
novos smartphones de diferentes sistemas operacionais e preços diversos previstos para 2016, a consultoria afirma que a tendência de telas grandes será mantida. De acordo com Anthony Scarsella, gerente de pesquisas da equipe de Mobile Phones da IDC, a popularidade de phablets só tem aumentado.
“[esses dispositivos] agora respondem por 20% de todos o volume de smartphones de 2015, com expectativas de que o montante se eleve para 32% em 2020, ou 610 milhões de embarques”, afirmou. O mercado Android para o segmento ficará entre 20% e 32%, e as expectativas para a Apple é de que a venda de seus phablet – atualmente o iPhone 6 Plus e o 6S Plus – aumentem dos 26% registrados em 2015 para quase 31% em 2020.