Cerca de US$ 72 bilhões de práticas suspeitas por ano envolvem a moeda, advertem pesquisadores
Um a cada quatro dos “cripto fãs” está envolvido em atividades ilegais. Depois de realizar um estudo de dados históricos de transações bitcoin, um grupo de pesquisadores australiano concluiu que metade das transações bitcoin está associada a atividades ilegais. Cerca de US$ 72 bilhões de atividades ilegais por ano envolvem bitcoin, algo próximo do mercado de drogas ilegais nos Estados Unidos e na Europa.
A pesquisa foi realizada por Sean Foley, da Universidade de Sydney, Jonathan R. Karlsen, da Universidade de Tecnologia de Sydney, e Tālis J. Putniņš, da Escola de Economia de Estocolmo em Riga. Todos são cientistas de dados, especialistas em economia e finanças.
Para chegar à conclusão, a equipe usou a técnica de estimativa controlada de detecção e agrupamento de rede, ambas formas de análise de dados envolvendo algoritmos.
Segundo eles, criptomoedas têm muitos benefícios potenciais, incluindo agilidade em transações, mas preocupações regulatórias giram em torno de seu uso no comércio ilegal (drogas, hacks e roubos, pornografia ilegal, até assassinatos por aluguel), potencial para financiar o terrorismo, lavar dinheiro e evitar controles de capital.
A equipe apontou que a pesquisa não indica que a criptomoeda está alimentando o crescimento do mercado negro, mas pode ser simplesmente um método de pagamento diferente para crimes antigos.
Uma peça crucial do enigma é entender até que ponto o comércio ilegal on-line reflete a migração de atividades que acontecem na rua, versus a alternativa de que, tornando os bens ilegais mais acessíveis, conveniente para comprar e menos arriscados devido a anonimato, o movimento on-line poderia levar ao crescimento do mercado negro.