Adorada pela internet, a jornalista contou momentos de superação na carreira e disse que adora os memes
Glória Maria dispensa apresentações, mas não custa lembrar algumas das realizações da jornalista. Depois de 20 anos na bancada do Jornal Nacional, ela partiu para o Fantástico, passando a ostentar carimbos de mais de 150 países em seu passaporte. Hoje, faz pautas especiais para o Globo Repórter.
E foi justamente em razão de uma pauta do Globo Repórter que ela virou um dos memes preferidos da internet. Na Jamaica, ela foi convidada a fumar a ganja, uma erva local. Resultado: ficou mais de dez horas curtindo a ‘good vibes’, e caiu nas graças da internet. Ela virou a rainha dos memes, ao lado, claro, da cantora Gretchen. “Se eu gosto dos memes? Adoro. Se eu não conseguir rir de mim, como vou rir dos outros?”, disse no palco do RD Summit, realizado de 7 a 9 de novembro, em Florianópolis.
Ela compartilhou essa e outras experiências no palco do evento para dizer que na vida e na carreira é preciso se reinventar o tempo todo. “Experimentar é quebrar a cara”, sentenciou. “Existem momentos que precisamos segurar a onda e atingir o objetivo”, completou.
Como exemplo, ela citou a travessia de um balão para outro, desafio lançado pelo apresentador Faustão. O medo era grande, mas ela lembrou de um dos preceitos da filosofia Krishna, que se tornou naquele momento uma espécie de mantra: “para atingir um objetivo você tem de caminhar. E caminhar é um passo depois do outro”.
A jornalista contou que nunca imaginou ficar diante daquela situação. “Não sei dirigir, nem nadar. Mas temos de ir além dos limites, senão a vida não tem graça”, refletiu ela, arrancando aplausos dos participantes.
Outro momento emblemático de superação na carreira, contou, foi sua entrevista com Freddie Mercury. Era o início da sua carreira e a jovem Glória mal sabia falar inglês e havia esquecido de orientar o cantor que faria as perguntas duas vezes, uma em inglês e outra em português, para fins de edição. “Foi um mico e uma honra ao mesmo tempo. E orgulho de não ter tido medo, porque se tivesse negado, por não falar inglês, eu não teria tido a honra de conhecer Freddie Mercury”, relevou, acrescentando que problemas paralisam as pessoas, mas ela não podia pensar por esse lado, e, sim, na solução. “Eu dei a cara para bater e é o que eu tenho feito até hoje.”
Mercury era bastante espirituoso. Ele entendeu a situação e fez algumas brincadeiras para descontrair. “Você já me fez essa pergunta. Eu já respondi”, dizia rindo. “Ele me deu força. Fomos jantar e ficamos amigos. No final, ele disse que aprendeu um pouco de português graças a mim”, contou Glória.
A jornalista contou ainda quando pulou do maior bungee jump do mundo, em Macau, na China. Nele, 233 metros de altura separavam Glória do solo. Aqui, disse, o aprendizado foi o de sair da zona de conforto e enfrentar os medos. “Não podemos ter medo de ousar e ir adiante. Ideias pré-concebidas limitam as possibilidades.”
Outra experiência superada foi a dança, ao vivo, com Roberto Carlos. “Ele nunca avisa o que fará. Então, eu não sabia que iria dançar e estava com um salto enorme. Fiz tudo errado, mas no final deu certo. Se eu tivesse declinado por medo do meu jeito desajeitado, não teria experimentado uma das sensações mais bonitas da minha vida. A vida é isso. Temos de enfrentar”, ponderou.
Já no Butão, considerado o país da felicidade, ela refletiu sobre o ato de verdadeiramente ser feliz de dentro para fora. “Se não tiver legal dentro, nada acontece.” Em outra situação, ao tomar banho na lama terapêutica rejuvenescedora de um vulcão na Colômbia, Glória revelou seu segredo de beleza: trouxe litros e mais litros de lama para passar no rosto. Vira e mexe, ela retorna ao país para reabastecer seu estoque. Ao final, sua maior lição: “Nunca perder o senso de humor.”
*A jornalista viajou a Florianópolis a convite da RD