Presente em 60 países e somando 158 mil colaboradores em todo o mundo, a indiana Wipro, especializada em consultoria e outsourcing de TI, está otimista em relação à sua operação no Brasil. No último ano fiscal, encerrado em março de 2015, a empresa cresceu no País 35% ano a ano de acordo com Anindya Roy, gerente-geral e líder da Wipro na América Latina. A expectativa é manter o ritmo neste ano, diz.
Roy conta que o segredo do salto é simples: “não fazemos de tudo”, sintetiza. Segundo ele, geralmente empresas de serviços como a Wipro têm tantas opções em seus portfólios que acabam se perdendo e não focam no que é estratégico ou até mesmo em linha com a necessidade dos clientes.
Para atender seus clientes, a Wipro mira verticais. Por aqui, são cinco o alvo: varejo, bens de consumo, manufatura, bancos, telecomunicações e recursos naturais. “Focamos nos 40 clientes que mantemos no Brasil, ajudando-os a crescer e a reduzir o Capex (do inglês capital expenditure)”, conta.
De acordo com ele, a estratégia no Brasil e na América Latina é combinar o padrão global de conhecimento à dinâmica e cultura locais. Toda a operação nacional, com sede em São Paulo e um Centro de Entrega Global em Curitiba, por exemplo, conta com profissionais locais e a ideia é ampliar cada vez mais o time. Hoje, a companhia tem 900 colaboradores no País, sendo que grande parte está no Centro em Curitiba.
Com a proposta de entender as necessidades dos clientes e construir relações de confiança, a Wipro espera ampliar os negócios em solo nacional. “Trabalhamos para prover tecnologias que serão usadas em um futuro próximo e estamos construindo referências com os clientes”, diz o executivo, completando que outro diferencial da empresa é ser flexível. “Não nos prendemos ao contrato, mas, sim, à demanda do cliente.”
Mobilidade, e-commerce e analytics são os projetos mais demandados no momento pelos clientes da Wipro e foco da expansão nos próximos meses, conta Roy. “Estamos confiantes. Queremos crescer e com talento local”, finaliza.